Uma palavra escondida em uma nota de rodapé levou Eileen a uma pergunta muito mais antiga do que qualquer contrato moderno:
e se a humanidade já soubesse, há quatro mil anos, que toda dívida precisa ter um fim?
Em 241.200 Anos, a investigação começa com o Prisma de Weld-Blundell, um artefato real preservado no Ashmolean Museum, em Oxford, que registra a antiga Lista dos Reis Sumerianos. Nele, oito reis anteriores ao dilúvio teriam governado por um total impossível: 241.200 anos.
A partir desse objeto, Eileen percorre mitos do dilúvio, códigos de lei, arquivos de argila, tradições mesopotâmicas, textos bíblicos, fontes indianas, o Livro de Enoque, o Enuma Elish, o Código de Hamurábi e os decretos de misharum - antigos cancelamentos de dívidas emitidos por reis babilônicos.
O resultado é uma obra que combina pesquisa histórica, narração literária e reflexão contemporânea sobre tempo, justiça, poder, memória e obrigação.
Este não é um livro sobre teorias fáceis de civilizações perdidas. É uma travessia pelas perguntas que a humanidade faz desde o início da escrita:
de onde vem o poder?
por que as sociedades colapsam?
o que deve ser preservado quando tudo afunda?
e por que nenhuma civilização saudável pode permitir que dívidas sejam eternas?
241.200 Anos é uma investigação histórica e literária sobre o que os reis mais antigos do mundo talvez soubessem - e o que nós esquecemos.