Na escola da democracia, os Estados africanos têm a triste reputação de serem maus alunos . Esta formulação, provocadora, convida menos a uma constatação do que a uma reflexão crítica. Se for admissível, levanta imediatamente uma questão fundamental: por que razão é assim? A resposta não pode ser apenas política ou institucional; é, antes de mais, filosófica e educativa. Será possível instaurar práticas democráticas sólidas em sociedades onde a formação da consciência cívica continua a ser frágil? Este livro parte da hipótese de que a educação constitui a condição de possibilidade de toda a verdadeira democracia, nomeadamente no contexto do Gabão. Educar é, simultaneamente, inscrever o indivíduo numa história, numa cultura e num território, e abri-lo à universalidade da razão. Assim, a filosofia desempenha um papel central: não é apenas um saber, mas uma prática crítica que acompanha a formação do cidadão. O Dr. Christian Dior Mouloungui defende aqui a ideia de que a educação filosófica promove a formação de um juízo autónomo que permite ao cidadão gabonês questionar com lucidez as instituições políticas.