O Mercosul tem conduzido uma forte tendęncia integracionista na América do Sul. Este trabalho busca identificar matrizes e matizes culturais, econômicos e políticos configuradores de um sentimento patronímico, nem sempre explícito, que permeia as relaçőes entre os povos e países da Regiăo. Toma-se como base de estudo o ęxito da experięncia integracionista sinalizado pelo crescimento rápido dos resultados do comércio dentro e fora do bloco; e nas manifestaçőes discursivas de jornalistas, empresários,lideranças comunitárias e autoridades. Com o nome de Americanidade procura-se caracterizar uma representaçăo comum que, potencializada por meio de suas diferentes expressőes, propőe-se a dar uma resposta mais efetiva ao processo de integraçăo continental. Como problema, trata-se de uma questăo identitária acompanhando emblematicamente o cotidiano da vida dos povos da América (Latina), revelando, ŕs vezes, uma face centrípeta, convergente, outras, atuando de maneira centrífuga. Essas vertentes do imaginário da América, performatizadas, văo se confundindo, fundindo e ganhando materialidade própria em direçăo ŕ identidade regional.