Книга Deuses Portáteis Welington José Ferreira

Deuses Portáteis

Език: Португалски език
Корици: С меки корици
Издател: Independently published
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fenomenologia das divindades portáteis ao longo da história humana, desde a antiguidade até a era mo...

Информация за книгата

Език
Португалски език
Корици
Книга - С меки корици
Издадена
2025
страници
52
EAN
9798275492217
Enbook ID
50613146
Издател
Теглоt
110
Размери
178 x 254 x 3

Пълно описание


fenomenologia das divindades portáteis ao longo da história humana, desde a antiguidade até a era moderna.

Tese Central: A miniaturização e mobilização dos deuses não serviram apenas como conforto religioso individual, mas foram instrumentos cruciais para a legitimação política e jurídica, a manutenção da identidade em diáspora e a transcendencia do Espírito Santo que Cumpre os anseios mágicos, invertendo a ordem da teologia da religião da antiguidade

O documento examina como a necessidade de migração, guerra e comércio forçou a quebra da "regra da territorialidade" (a ideia de que o divino é fixo a um lugar) e levou à criação de "tecnologias teológicas" para tornar o sagrado móvel.

Resumo por Civilização/Conceito:

  • Mesopotâmia e Oriente Próximo (Terafins):
    • Os terafins (ídolos do lar) possuíam uma função estritamente jurídica e sociopolítica.
    • A posse física dos terafins, como revelam os Tabletes de Nuzi, constituía o título de primogenitura e herança familiar, o que explica o roubo de Raquel no Gênesis.
    • O deus portátil garante a continuidade da linhagem (patria potestas) em migração.
  • Egito Antigo (Magia e Procissão):
    • Aparecimento da "piedade pessoal" fora do culto estatal.
    • Os Shabtis eram autômatos mágicos projetados para trabalhar no Além, quebrando a territorialidade da morte e permitindo ao falecido transportar sua força de trabalho.
    • O Ritual de Abertura da Boca ativava a estátua, transformando-a de matéria inerte em um corpo funcional para o Ba (alma do deus).
    • As Barcas Processionais (como a de Amon) permitiam que o deus viajasse, concedendo oráculos e democratizando a interação com o povo.
  • Antiguidade Greco-Romana (Intimidade e Política):
    • A devoção era intensamente tátil (manusear, beijar). O general romano Sula beijava a imagem de Apolo antes da batalha, ativando a divindade por meio do contato háptico.
    • Lares e Penates: Deuses do lar e dos viajantes (Lares Viales), fundamentais na identidade romana (Eneias transportando os Penates).
    • Fascinus: Representação fálica usada como amuleto apotropaico (que afasta o mal), tocado para sorte.
    • Camafeus: Gemas gravadas que serviam como propaganda imperial e amuleto de lealdade e proteção, carregando a auctoritas do imperador.
  • Deus Pessoal Sumério:
    • O conceito de ilī (deus pessoal) atuava como um advogado ou intercessor junto aos grandes deuses, permitindo ao indivíduo levar seu protetor consigo em cilindros-selos.
  • Subcontinente Indiano (Dualidade e Darshan):
    • Formalização da distinção entre a imagem fixa (Mula Vigraha) e a imagem móvel de festival (Utsava Murti, geralmente de bronze Chola).
    • A consagração (Prana Pratishtha) infunde o "sopro vital".
    • A divindade móvel permite a democratização do Darshan (troca de olhares sagrada) para pessoas que não podiam entrar no templo.
    • Ishta-Devata: A divindade pessoal escolhida, levada em pequenos ídolos de viagem para manter a "intimidade" em qualquer lugar.
  • Ásia Oriental (Diáspora e Renovação):
    • Mazu: Deusa padroeira dos mares que migra com os chineses, utilizando o mecanismo de "divisão de incenso" (fenxiang) para replicar o poder do templo mãe.
    • Tu Di Gong: O deus da terra (burocrático e fixo) que, paradoxalmente, pode ser "convidado" a mudar-se com a família, subvertendo a territorialidade.

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