Este trabalho examina o Concerto inacabado para Viola e Orquestra (1945) de Béla Bartók, encomendado por William Primrose. O ponto de partida é a complexa situação das fontes, com treze folhas de esboço que documentam tanto a caligrafia de Bartók como a necessidade de intervenções editoriais. O foco é o contexto histórico da obra, uma análise crítica das fontes e uma análise musical da forma, estrutura temática, harmonia e orquestração. A obra revela a linguagem caraterística de Bartók, mas também aponta rupturas e incertezas. Devido à sua importância no repertório para viola, o concerto tem particular relevância para a prática performativa. Surge como uma obra híbrida que se desdobra constantemente no campo de tensão entre fragmento e conclusão, autenticidade e intervenção.