O pensamento de Michel Serres nos parece hoje de extrema urgęncia. Seu trabalho enciclopédico nos ajuda a pensar o que nos problemas que nos afligem hoje: a violęncia, o aprendizado, o aquecimento global. Dentre os pontos relevantes de seu pensamento, este livro destaca a possibilidade de pensarmos a constituiçăo do corpo. Num sentido mais específico: nos ajuda a compreender algumas maneiras de construirmos nossas relaçőes a partir disso que denominamos corpo. Desta forma, nos é impossível falar de um único corpo, ou mesmo, de pensarmos o corpo como substantivo. Para enfrentar este desafio, o livro nos convida a construir os corpos como textura, potęncia e narrativa. Cada capítulo fala sobre tais relaçőes sem esgotá-las, Por último, o corpo-ciborgue se apresenta como um desafio a mais, como uma provocaçăo a mais um deslocamento do corpo năo para fechar este escrita, mas para provocar novos caminhos que façam com que o corpo prolifere, năo como um corpo desarticulado, compartimentalizado, mas como um corpo múltiplo sem ser muitos, como um arranjo de possibilidades de existęncia.