Houve um tempo em que os homens sabiam pronunciar os Nomes - e a terra tremia ao ouvi-los.
Frater Eisenheim é o maior evocador vivo. Durante quarenta anos interrogou, um a um, os setenta e dois reis da Goécia, sempre protegido pelo Círculo - a linha que prende os espíritos à verdade e mantém o homem senhor da conversa. Mas quando a doença lhe leva Lalá, a mulher que era a sua única âncora ao mundo dos vivos, o luto faz o que nenhum demônio fez: arrasta-o para baixo.
Eisenheim atravessa para o reino dos mortos - o reino dos cacos, dos reis caídos de Edom, da Sitra Achra - sem o seu Círculo. E do outro lado, onde ele é o forasteiro e os reis estão em casa, tudo se inverte. O poder muda de mãos. As perguntas que ele fazia, agora fazem-se a ele.
Para voltar - ou para se salvar - terá de atravessar o reino inteiro, enfrentar os reis que o querem em cacos, decifrar o que um irmão petrificado deixou escrito, e aprender a fechar um outro Círculo: o que não se traça no chão, mas por dentro, no único lugar de um homem que não tem lado de fora. E, no fim, terá de fazer a pergunta que sempre recusou - e dar o último traço, o mais difícil de todos, porque é uma renúncia.
Porque há coisas, Lalá ensinou-lhe, que só se salvam deixando-as ir.
O Círculo Partido é o primeiro livro de O EVOCADOR - uma trilogia de fantasia sombria enraizada na Cabala judaica, na Goécia e nos setenta e dois Nomes do Shem HaMephorash.