Esta investigação analisa as perspetivas e implicações da gestão do risco de catástrofes associadas à sedentarização dos pastores na Zona de Gode (província) do Estado Regional da Somália, na Etiópia (Região da Somália). A investigação conclui que a sedentarização pode ser uma medida de mitigação a considerar, mas não necessariamente como substituto do pastoreio. O pastoreio figura na história como uma estratégia para mitigar a variabilidade climática e os ambientes áridos. A Zona de Gode acolhe uma população significativa de pastores. Atualmente, os pastores da Zona de Gode, tal como noutros locais da região do Corno de África, enfrentam restrições à sua mobilidade e aos seus mercados, em grande parte devido às dinâmicas geopolíticas mundiais. Os governos parecem não perceber o impacto das suas restrições sobre os pastores. Em vez disso, de alguma forma, encaram o pastoreio como um problema de desenvolvimento que precisa de ser resolvido. A solução mais tentadora para esse problema de desenvolvimento entre a maioria dos governos é assentar os pastores e transformá-los em agricultores ou agropastores - o que também é conhecido como sedentarização dos pastores. O Governo da Etiópia tem vindo a seguir esta política há anos.